segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pai


Não pronuncie por muitos anos
preso em minha garganta
 medo...
sem respostas

Cansada de escutar silencio "questionei"
Onde?
Quando?
Como tudo aconteceu?


E quando questionava sua ausência
a resposta era sempre a mesma!

Peste!
Porque não morreste
com tantas garrafadas de ervas...
e tu resististe 
lastima!!!

Que dor a minha
não fui capaz de morrer!
com poções daninhas 

Sobrevive para ouvir 
que tu me abandonaste
que castigo o meu!  



Chegar hora de ir a escola... 
documento? 
que tormento!
- Bastarda!
onde esta seu pai?


Preso na ignorância


onde você estava ?
-seus valores ?
todos afogados em seus amores !

Intermináveis noites  sem resposta!
Com vultos ao meu redor
Panelas balançavam
Pareciam sinos a tocar
Sozinha e assombrada...

Como esperei por ti!




Dias dos pais
televisão, sensacionalismo
compre, compre !
presenteie seu pai... 


Frustração!


Escolhas alheias
Resultado  faturado 
Angustia de vinte e tantos anos


Porque não fui?
Porque não veio?
Porque? porque? porque! 


Pequena!
quantas lágrimas
em casa de madeira
somado ao medo de subir aquela ladeira 
do bairro São Pedro
e não ter um tisio esperando... 


Demorei para compreender 
as razões das suas escolhas!
uma caixa de perguntas
dia após dia 
quem é você?


prepare seu coração
para quem???
para o buraco negro...


Resposta!
como esperei por ti.

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