segunda-feira, 30 de junho de 2014

Besouro Talhada

Besouro voando avisando mal agouro
Já dizia Marinalva agouro é algo tão ruim  que nem ladrão acaba!
Acabou Manoel ficou Marinho que continua com Benzinho
O surto, o sopro, o assobio sombrio
A morte é certa, a vida é incerta dentro da certeza finita
- Sopraram    Talhada pela madrugada!
Madrugada fria escura e dura doce como rapadura, melada como mel, enjoada como féu...
Talhada foi réu do vicio queimado, rasgado, alastrado
Queimou, queimou, queimou ritmo raquítico
Tristeza absoluta final   de um, inicio do outro!
O inicio de uma fortaleza sem beleza, necessária para destreza
Céltica dor! - incolor?  apenas dor !
Dor do adeus não falado, do nó atado, da oportunidade em segredo
vinho da morte encorpada, fala da morte, tempo da morte...
Carne explodindo, urubu zumbindo, e o resto do mundo rindo...
Rindo do vazio la do rio vermelho
Tem uma tristeza santa, insana, profana!
Verde porque te quero sentir maduro!
O adeus, o nunca, o não!
- são palavras do cão...
Cão atenta, atenta para ver se sua mente esta lenta...
Lenta, grudenta, chulezenta ou quem sabe cinzenta!
A coalhada talhou talhada rachou, ressecou ...  segue em nova estrada.

Nica Gomes


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