quinta-feira, 8 de abril de 2010

Angustia

Raptados, acorrentados, violentados
jogados ao mar
milhares corpos em decomposição tiveram que juntos viajar
para uma terra desconhecida onde tudo que tinham era o barulho do mar
farinha com agua e açoites na lombar
tantos dias de sofrimento que pareciam nunca acabar
mal sabiam que toda aquela agonia somente iria aumentar
trabalhando sol a sol noite a dentro
sem conseguir respirar
anos se passaram e tudo continua no mesmo lugar
meu povo sofrendo
sendo esquartejado
terras sendo adubadas de sangue
pelo ódio das pessoas que não sabem amar
filhos Iemanjá de Ogum ou de Alá
porque não podem respeitar
somos africanos ou americanos
ninguém quer se importar
aqui morros caindo é meu povo que veio de lá
Ilé-Ife nosso sangue continua se derramando em nome de um deus
que eles dizem ser melhor que Oxalá
que são donos de tudo ou o quase nada que ainda resta naquele lugar
para que termos essa coisa que chamamos de voz
se for para gritar a dor
como podemos ficar parados assistindo
esta gangrena chamada sociedade
onde é permitido tanta desgraça
minha cabeça gira
sinto meu estomago embrulhado de tantas nauseas
pernas, braços e cabeças continuam espalhados pelo chão
e quem é que vai parar
clamo "Ioruba" choro o desespero da solidão
o espetaculo continua e somente as pedras saem do lugar
temo morrer e não ver esse dia chegar
O dia em que seremos respeitados
e tudo isso parar! Oxalá

Casa do Poeta de São Paulo

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Presidente Wilson Jasa, Vice Presidente Adriano Augusto, Embaixadora Cultural

Movimento Poético

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Maria Ruth

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