quinta-feira, 29 de maio de 2014

Laços de familia

 Laçadas convicções, laçadas dores!
 Laços com traços ancestrais!
Laços de fitas uterinas, laços em cabelos de meninas
Laços musculosos e desenhados
Laços líricos 
 Laços  lírios    
Laços    de compassos 
Laços dos lados opostos
Laços embriagados de amores amoras!
Laços tardios 
Laços sadios de sedas chinesas.

Nica Gomes 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

De repente azul

 Passarelas movediças atiçam  pupilas mestiças !
Pupilas luminosas assanhadas escalam montanhas emaranhadas!
- Novos planetas cheios de canetas!
 Muros invisíveis agitam atmosferas palpáveis cores e cornetas, bolas e lunetas
tambores e sabores guarda-chuvas e flores
Pirulitos e   balas, palitos e falas!
Luzes coloridas em passarelas corridas, planetas que parecem quintais estrelados
trens alados, pinturas puras, cores primarias onde os trens se transformam!
 - Pipas! papagaios!  cocegas em cotovelos risonhos, bolinhos e sonhos!
Biscoitos dos céus , pães de mel,  bolachas  mareadas, balas carameladas, sapatos mágicos,
 chupetas acesas, alegrias obesas! bochechas turquesas, plantas tigresas, planos de presas,
presas valentes devoram tapiocas quentes!
Quentes são   pipocas saltitantes que brincam como elefantes em bocas infantis.
Rosas, laranjas, amarelos e franjas; de repente viraram canja?
Canja!   de galinhas sem penas nem asinhas!
Asinhas de feijoadas, mas que coisas engraçadas nunca me disseram nada sobre   feijoadas aladas!
Aladas são fadas sem dentes? que voam sentadas em pentes!
Pentes cheios de lados e frentes sortidos de penas e sementes
Sementes de alegrias que nem vitrines de  padarias.
Falando em padarias lembrei  da mais bela de todas sementes de alegrias " a padaria do seu Zequinha,    um carequinha cheio de pintinha, sempre sorridente parecia um boneco, mas era gente.

Nica Gomes

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Emoções

A dor com  uma postura ereta sentada numa banqueta em frente a um  lugar curiosamente conhecido como galpão da morte, observava a vida sem vida!
 mas de repente, 
resolve levantar, devagarinho para matar sua curiosidade e adentrar,   observar os olhos letais daquele buraco.
Quando sem explicação, do nada! surge  ruidos...
São  passos arrojados, agitados   rapidamente a tristeza vem chegando
a dor vai ficando tensa corre até o lavabo abre a torneira e lava a cronologia juvenil  em água gelada
enquanto cronologia chora, grita!
 A dor solta a cronologia,  sai correndo ao encontro do desespero.
 Os dois caminham
em passos largos olhando o tempo todo para traz  fugindo da tristeza  e da cronologia, assegurando que ambos  não os alcançassem..
  Porém o destino entrou em cena,   colocou dor e desespero  numa viela do passado magoado!
- logo a dor e o desespero entram numa desestrutura emocional onde existem frágeis astis melancólicas, eles avistam de longe  uma grande janela e no calor da emoção  cruzam as mãos, e pulam!
porém
   ficam pendurados
numa parede de tijolinho à vista 
E da-lhe vista nisso...
à vista
do
 "paraíso das idéias e ideais para viver".  

Nilzangela Souza

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pedra Verde

Parecia  mármore vindo do outro lado do oceano 
Possuía  cor singular,  textura impar,  temperatura de arrepiar!
Parecia seguro, parecia puro,claro e não escuro!
Parecia ter vindo do ar ou de oxalá! 
Parecia  melodia envolta em ambrosia!
-  Sabe aquela musica com cheiro, cor e tom de poesia!
Parecia um vasto gramado com  todas forças imagéticas possíveis!
-Olhos de mel !
-  não fel...
No entretanto a cor do gramado de perto era cor de pecado,
... um troço melado, quase esfarelado! 
...quando abraçado...  fragilizado era  óleo queimado,
...    textura de móvel usado,  réptil  temperatura quase sem cura!
A pedra era verde, mas não era pura era feia e cabeça dura. 

Nica Gomes

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Despedida

Chegado a hora! tristezas invadem, rasgam,testam e atestam verdades
velhos vinhos aveludados, pagam todos os pecados
inimagináveis  abraços desfeitos
Ardidas  fêmeas dores  dos vales perdidos
dos gritos implodidos.
Escorrem pelas veias periféricas sentimentos azuis
cotidianos rosas à conta gotas.
Calafrios  peridurais aguçam lagrimas guardadas...
Feitos desfeitos como leitos vazios.

Nica Gomes

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tarde Rosa

Tanto faz palavras doces ou salgadas...
Tanto faz gestos quentes ou frios...
Tanto faz promessas ou mentiras...
Tanto faz calar ou falar...
Tanto faz amar ou se apossar...
Tanto faz pedir ou mandar...
Tanto faz rir ou chorar...
Quando existe vicio do convívio  alheio aos princípios " primordiais ou vitais" para sua vida.

Nica Gomes

Casa do Poeta de São Paulo

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Presidente Wilson Jasa, Vice Presidente Adriano Augusto, Embaixadora Cultural

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Associação de Poetas Portugueses

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