terça-feira, 30 de junho de 2015

Incomoda

Um grão de areia
Uma ponta de caneta
Uma cabeça de alfinete
Um fio de cílio
Um fio de cabelo...
 
Nicah Gomes

quarta-feira, 17 de junho de 2015

São Paulo 2015

Minha cara estampada com rosto do espaço
Meu cotovelo escorado no meu braço
Bastou a poesia chegar para acabar meu cansaço

O tempo consentiu uma nova saga
A vida permitiu livrar-me da praga
Pelo amor de Deus viva e deixe-me viver sua draga!

Ter visão de gavião é quase insuportável
Sensibilidade como réptil,  admirável

Audição felina com olho de menina
Cabelo enérgico, sintético, cibernético
Mão da trajetória,gloria, vitória,
Boca de luz que conduz
Olho que projeta e acerta a meta

Carteira de trabalho, mão de figa, pinceis, grampeadores, perfumes,
celulares, sextilha, caneta, lápis, cartão, contrato, chave, diploma, código de barra, sapato de bronze,
jornais, interruptores, calculadoras ,formulário, agenda, panfleto.

Onde estou?

Que coisa linda! um passeio peripatético pelo centro da cidade cinza, com cérebro colorido.

Nicah Gomes




 

 

terça-feira, 16 de junho de 2015

A Loba

Pensou que era liberdade
Pensou que era Lolita
Pensou que era materialidade
Pensou que era responsabilidade
Pensou que era religiosidade
Pensou que era instabilidade
Pensou que era moralidade
 
Pensou que era amor de Anita e Garibalde
Pensou que era falsidade
Pensou que era cega
Pensou que era muda
Pensou que era sacrifício
Pensou ser intocável
Pensou ser de mel
Pensou ser perplexa
Pensou ser complexa
Pensou ser paradoxal
 
Pensou que fosse verdade
Pensou escrever sua bíblia
Pensou em mundo paralelo
Pensou ser sextilha
Pensou que era promessa
Pensou que era céu
Pensou que fosse pecadora
Pensou que era sofredora
Pensou que fosse chuva
Pensou que fosse musica
Pensou que fosse verso
Pensou que era um livro
Pensou que fosse pincel
Pensou que fosse lembrança
Pensou que fosse esperança
Pensou que era egocêntrica
Pensou que fosse de vidro
Pensou que fosse vaidade
Pensou que fosse piedade
Pensou que fosse dignidade
Pensou que era de pedra
Pensou que era de agua
Pensou que fosse nuvem
Pensou ser o sol
Pensou ser estrela
Pensou ser a terra
Pensou, e pensou, e pensou, nada acabou! tudo se transformou.

Nilzangela Lima

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Vazio

Enquanto tudo estava escuro 
 imaginação construía  cenário
Frio, hostil feito curva de rio
Quando os olhos abriram
a curva era bem pior 
  odores féticos
adjetivos patéticos
uma mistura de pena por cicrano
raiva de beltrano que
em nome de Deus
arranca - lhe
 glóbulos oculares
jovens carregados
 tão velhas determinadas situações
 outrora
eram
 novas
ali existiam cubos de gelo sem inverno,
litros de calor sem verão
amor sem paixão
 criatura agonizando
pedindo perdão.

Nicah Gomes


 

Casa do Poeta de São Paulo

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Presidente Wilson Jasa, Vice Presidente Adriano Augusto, Embaixadora Cultural

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