terça-feira, 25 de agosto de 2015

Amor Mil Novecentos e Poucos

Letras passavam correndo pelas telas
Mentes lentas arrastavam sorrisos de libélulas
Ponteiros pareciam paralisados,
Sabores de trigos, conservantes salpicavam pela garganta
Como se espantas?  estavas ao lado de sublimes frios de espinhas!
Seus olhos  desenhavam as ondas dos cabelos encurralados pelos ventos magistrais dos anjos angelicais
Lá vinha o sol,  palavras continuavam a deslizar como cascatas da Foz,
Adjetivos naturais escorregavam dentro dos corações ali nasciam nossas ventanias
Inenarráveis silêncios abraçados  secavam lagrimas falantes
Maestrina mente arrancava-me gargalhadas encharcadas de amores mesmo nos momentos de dessabores.

Nicah Gomes

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Descontruir o Amor

Amar a falha do outro,  talvez seja  forma facilitadora do verbo amar
Todos somos passiveis de falhas, no entanto existem pessoas com a muralha da china
entre  certo e errado, simples e complicado, feio e bonito, normal e esquisito!
Como se deparar com uma paralisia emocional, ele ama sem sentir, e senti sem amar!
Tem certeza do louco no mesmo minuto, a solidão de um rei.
Quem ama  possui   calmaria  como a madrugada, não revela tudo
não queima apenas emana  faíscas, abraça sem braços decifra ação sem embaraço.
Talvez  verdadeiramente amar; seja desbravar as falhas, descontruir as falas, renomear o conceito
materializar as linhas paralelas cotidianas.
 È tão estupido quando utilizamos  a palavra amor, para  justificar abandono da própria identidade
muitas pessoas vivem em função de culpar o outro pelo próprio esquecimento, logo fica desinteressante para seu parceiro e ai vem o desespero.
 O incrível é a falta de memoria dos que se dizem em estado "de  amor"
afirmam sempre - encontrei minha alma gêmea! mas esquecem que o outro se apaixonou por um ser independente que sorrir, anda, fala, corri, comi, bebe sozinho. Paradoxalmente a confusão esta feita
em poucas  primaveras um toma posse do outro, e então vem o que conhecemos como desilusões
meu Deus onde foi que erramos! ai esta; não existem erros, são apenas excessos de expectativas em humanos demasiadamente humanos. Amar é falhar! sublime mesmo é dizer eu aprendi a te amar humano.

Nicah Gomes

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Memoria

E por falar em recomeço lembro do apreço pelo avesso
Lembro da chuva de palavra ,
Lembro da lua melancia,
Lembro do  forno de farinha,
Lembro o cheiro de alfavaca,
Lembro de cubo de cana,
Lembro de casa cheia e mente vazia
Lembro do gões calmom escaldando titia
Lembro sonho de valsa
O sabor da canjica 
Lembro do falar sem pestanejar
Lembro do amigo peripatético 
Lembro de lembrar e lembrar de não esquecer de amar.

Casa do Poeta de São Paulo

Casa do Poeta de São Paulo
Presidente Wilson Jasa, Vice Presidente Adriano Augusto, Embaixadora Cultural

Movimento Poético

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Associação de Poetas Portugueses

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Maria Ruth

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