sábado, 29 de outubro de 2016

Índios / Pauliceia

Estava imersa em meio poluição sonora, desviando hora de zumbis, hora lá do povo que vive ao Deus dará, quando de repente me deparo com uma família de índios sentada na calçada debaixo de um sol escaldante, indiozinhos que não tiveram a chance de sentir suas terras em tempos magistrais, ali mesmo naquele lugar onde estavam prostrados com dois ou três artesanatos, ao lado de seus corpinhos providos de olhos órfãos, sem imaginar que ali, seus ancestrais podiam pescar caminhar  e até brincar as margens do rio itororó, bem pertinho do Anhangabaú que como diziam os índios  que ali tinham maus espíritos, que é realmente o significado ao pé da letra do rio Anhangabaú. 
O que fizeram com esta paisagem foi exatamente o mesmo com o povo indígena que viviam por ali, dizimaram toda referencia, de maneira tão brutal que não existe ao menos uma menção do que tivemos por ali.
Um cidadão para crescer na vida precisa de memoria! 
Uma cidade para ser valorizada precisa de memoria!
Um País para ser valorizado precisa de historia!
Penso que podemos arrumar este Alzheimer de nossa sociedade, cidade e país, são pequenas medidas de valorização que ao longo das décadas somaram em uma sociedade digna.
Acho que aqueles pequenos índios que ali estavam precisam se apropriar de suas historias, certamente na próxima década serão adolescentes sem qualquer referencia o que me deixa triste. Aquela cena permanece em minha mente, todos sentados vendendo aquela ínfima quantidade de artesanato, com os olhos mais distante que o  oriente.
Porque precisa ser assim? quem disse que não merecemos memoria? que pena! esta cidade é uma verdadeira miss!
Se fosse minha vozinha diria que esta cidade é um pão francês, bonito por fora e oco por dentro.
Acho que  podemos fazer mais sempre, independente de situação monetária, as ações que nascem do amor  prosperam sempre, esse descaso precisa de freio. A memoria é vital para uma cidade, com ela todos que à ocupam vivem, não mendigam o pão de cada dia. É preciso trabalhar ,comer, dormir e ler o mundo.
 
Nicah Gomes

Casa do Poeta de São Paulo

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